Hoje to a fim de soltar o verbo, contar um pouco do meu trabalho...
Nunca falei do meu drama particular aqui, mas começarei a abrir o meu coraçãozinho. Tá certo que às vezes acordo meio “Zé Pequeno”, meio “Chuck Norris” com sede de justiça, mas nem tudo é fácil nessa vida; muito menos na “Software Imóveis” (nome carinhosamente dado pelas nossas clientes da terceira idade; um beijo dona Lourdes Finck!)
Ao relembrar todos os acontecimentos destes dois anos e três meses que estou ali, selecionei os melhores momentos para aqui citar para vocês.
Logo quando eu entrei tudo parecia normal: as pessoas, o tipo de trabalho e principalmente o chefe. Com o passar do tempo, descobri que eu entrei numa roubada desgraçada e que o jeito era encarar, já que o chefe me passou no contrato de três meses, aliás, acho válido falar que antes de passar no contrato, não comprava nem batom da AVON com medo de ser demitida e não poder pagar. Tá, tá, um pouco neurótica, mas sempre precavida com meu orçamento doméstico.
Seriedade e bom comportamento sempre foi minha marca registrada, inclusive quando aquele senhor de 89 anos de idade (em cada perna) bateu a cabeça na porta de vidro achando que esta estava aberta (apesar do imenso adesivo na cor azul fluorescente em letras GARRAFAIS colado no vidro), e conseqüentemente caindo no chão feito uma manga pobre. Mentira. Eu ri gente, ri até mijar nas calcinhas, juro! Trabalhei mijada naquela tarde de março! Todo mundo acudindo o velho perguntando se o cara tava bem, dando água, verificando a coluna cervical e eu rindo, rindo... meia hora depois? Rindo ainda! (é, é. Eu tenho síndrome de hiena e prolongamento agudo da graça).
Outro fato bem importante e que desta vez, eu não fui a protagonista, é que quando eu sai da recepção para ocupar um cargo mais elevado, coisa de nível (nível Severino! –‘ Agora vejo que aquela “promoção” estava cheia de armadilhas... ah se eu soubesse...) , veio uma mocinha me substituir, cujo nome não vou revelar por questões de privacidade (Talita Arruê) e esta mocinha, digamos que era tanto ou até mais “sigilosa” do que eu. O fato começou depois que o nosso chefe foi assaltado e a questão era que a filha mais velha dele estava nos Estados Unidos e que NINGUÉM, mas NINGUÉM poderia dizer do fato para a filha quando esta nos ligasse para saber do pai e das novidades no Brasil...
Conto-lhes a história em forma de diálogo para ficar melhor o entendimento:
- Oi Thalita, tudo bem? Sabe onde meu pai tá? O celular deve tá fora da área de cobertura! * disse a filha na sua chamada à cobrar internacional (maior grana preta =O)
- É que roubaram! * disse Thalita*
- Como assim roubaram? * disse já apavorada*
- Um ladrão ué! Entraram na casa dele, fizeram ele e o teu irmão de reféns, mas tá tudo bem. Levaram o Fox, os documentos, as televisões, aparelhos da cozinha, até as roupas do teu irmão levaram, mas tá tudo bem mesmo viu? Não fica preocupada! Acho que nem machucaram eles! * respondeu com o maior sorriso no rosto, afinal, tava dando “uma boa notícia”* ALÔ? ALÔ? Acho que caiu a ligação... * e bateu o telefone no gancho suspirando*
Claro que após essa “informaçãozinha” da Thalita, a filha do chefe provavelmente estaria passando mal! Huahauahauahauahau
Outra pessoa cujo não vou citar o nome (Claudete Brum =D) que dá bastante mancada como por exemplo, ter esse tipo de diálogo com alguns clientes duvidosos:
- E aí? Sua mãezinha gostou da casinha? * falando com o casal que estava chegando para devolver uma chave de locação que à pouco, haviam pego para dar uma olhadinha*
Ambos se olharam estranhados e disseram na maior saia justa:
- Ela é minha esposa e não minha mãe! =x
Ou como outro colega que mais uma vez não vou citar nomes (Guilherme Burguer), costuma parabenizar todas as grávidas, inclusive as que não estão!
- Oi fulana! Quanto tempo!? Bah, vai ter bebê? Parabéns! Ter criança em casa é sempre bom! ;)
- Eu não to grávida, to gorda mesmo! =x
É como diz a Ofélia: “Eu só abro a boca quando eu tenho certezaaaaaa”.
Lá tem tanta coisa pra contar... NOSSA! Não daria em apenas um post.
Há aquelas que dizem “Toda hora” em tom de deboche quando um cliente liga todo dia ou toda a hora;
Há aquelas que dizem para os clientes pagarem caixas de bombons se fulano ou ciclano pagar suas dívidas no setor financeiro;
Há aquelas que dizem na cara do cliente “bah cara, tu tá no SPC amigo... comprou e não pagou né espertinho? ;)”;
Há aqueles que dizem para o cliente “só tem filé”...
Vou falar uma verdade. NINGUÉM do meu trabalho é normal.
Todos tem ou um retardamento, problema de entendimento, crises nervosas, surtos psicóticos e ataques de “Chuck Norris”.
Na realidade, de perto, ninguém é normal.
O que a gente aprende? Nada. A gente apenas ri. A gente apenas acha graça e tenta passar os dias difíceis da melhor maneira possível.
Mas só que apesar de tudo, “Essa família é muito unida, e também muito ouriçada... Brigam por qualquer razão, mas acabam pedindo perdão”.
Felícia
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Ei!!! Eu sou normal!!!
ResponderExcluirkkkkkk
Eu tb.... pelo menos não tem nada no post que me faça pensar diferente!!! hahahaha
ResponderExcluirMinha ruiva, to chorando aqui de tanto rir!!!!!
Tua substituta foi a melhor FÊ eu ri muito.
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